Miami, Police Department! Ilustra inúmeras cenas policias em filmes, seriados, e também nosso imaginário! Teria sido “essa energia sub consciente que puxou” os acontecimentos policiais que comporam as histórias de nossa viagem?!? :s

Tudo que sei que é vivemos casos policiais engraçadíssimos, agora, claro, mas que comprovam como é SAUDÁVEL estar no primeiro mundo e viver com essa certeza!

Para confirmar também a teoria dos 3, que prega que tudo de bom ou ruim acontece 3 vezes, tivemos 3 episódios policiais!

Caso 1 – Hotel

Primeira noite! Chegamos em Miami com os cartões tremendo na carteira! Era preciso satisfazer essa necessidade consumista que nos acometeu ao pousarmos na capital mundial das compras!

Chegamos no hotel, check-in, banho, carro, shopping, crab, shopping, crab, 13 horas depois, a uma da manhã chegamos de volta ao hotel! Minha vó de 85 anos participou dessa maratona sem sentir o cansaço, tamanha é a força dessa onda consumista. Não que ela não esteja em plena forma!

Na manhã seguinte,  aos nos prepararmos para sair, meus pais descobrem que foram roubados. US$2.000 foram tirados de dentro de uma pacote, enrolado num jornal, guardado dentro de um bolso secreto, de uma pasta, que por descuido estava aberta! Não acreditamos! Que ousadia e invasão! Estávamos num hotel 5 estrelas, uma das maiores cadeias do mundo!? não tinha cofre!  Que raiva! Bom, isso era caso de policia! Chamamos o gerente do hotel e ligamos 9-1-1!  A ligação foi interceptada pela telefonista perguntando o que aconteceu, e 30 segundos depois, a segurança estava em nosso quarto querendo saber o que aconteceu! O desconforto e o  sentimento de invasão aumentou, assim como a raiva. Aina por cima, não podíamos tomar as medidas corretas pelo incidente ocorrido no hotel??!
Uma hora depois chegou a oficial Lewis, uma afro americana gigante, rasta e grossa. Fazia caras e bocas, dizia que o dinheiro estava perdido, e que o hotel não havia passado quem era a funcionária que esteve em nosso quarto, ou quando voltaria a trabalhar. Tudo muito desagradável. Após meio dia de chatiação, seguimos murchos para o roteiro de “expenses”.
Após algumas horas, tudo passou, o voltamos ao “normal”.
No último dia, arrumando as malas, os véios gagás encontraram o dinheiro em outro “esconderijo”usado por eles!! :0 Sem mais comentários.

Caso 2 – Carro e Alcool

Após vários dias de jantares maravilhosos, muito vinho, drink’s e champanhe, sempre acabavámos na discussão de quem estaria melhor para digirir. Minha mãe, a grande responsável por esse rotina um tanto estraga prazes,  porém segura, decidiu que nesta noite voltaria no comando da nossa super Van Familia! Após algumas quadras,…. íóíóíóíó, Luzes, holofote na cara, Autofalante: “stop the car, Police!”Ahhh mãos ao alto!
O policial chamava a minha mãe para se apresentar!
Ela desce do carro com as mãos pra cima, segurando carteira de habilitação em uma mão e passaporte na outra, em posição de quadro só que em pé, cega pelo holofote e pelo efeito do alcool!
Deu para imaginar!?? de chorar de rir! (agora).
Policial: Are you drunk? (vc está bebada?)
Mami: No, no. – ela se posiconava a 3 metros de distancia do oficial, na intenção disfarçar o cheiro de alcool! hehe
Nisso meu irmão decidi ajudá-la e desce do carro.
Policial: Did she drink? (ela bebeu?)
Meu irmão: Yes, she had a few drinks, but i can drive, i’m under 21, so ii didn’t drink!
Enquanto isso minhas mãe fazia cara de ???, “eu falei que não! Meu Deus, o que ele está falando!!”
Policial: Ok! you can go!

Inacreditável! Só conseguimos dormir as 3 da manhã, porque a cada vez que lembrávamos do acontecido, chorávamos de rir!

Caso 3 – Cadê meu carro?

7 dias de dedicação total as compras gerando 12 malas e mais algumas caixas de computadores, cafeteira, maquinas, … chegaram ao fim. Na insana loucura de aproveitar tudo e mais um pouco, saimos com tudo em nossa super Van Familia para jantar mais um super Crab no pôr-do-sol de Miami Beach, antes de embarcar. Com tudo no carro, optamos deixar o carro em um “estacionamento”. Jantamos muito bem, brindamos mais do que o normal pra comemorar o aniversário do meu irmão. No fim do jantar já estávamos com o tempo apertado para pegar nosso vôo. Então, meu pai sai para pegar o carro enquanto pagávamos a conta.

Minutos depois o telefone toca: Alo? Hã? Quê?  Como? Levaram…. A mesa pergunta: O quê? Roubaram o carro?? A RESPOSTA: Sim!
Cada um sai para um lado!

Minha vó apática só agradecia os efeitos do Lexotan tomado para dormir no avião. Um ligava novamente para 9-1-1! “Somebody has stolen my car!”; outra rezava; outra dizia: “estamos em Miami, vão achar!! mas com as mala??! ”

Minhas comprasss!!!!! Sentada na sarjeta, eu só pensava na conta do meu cartão chegando e eu tendo que pagar que sem ter nada.. Meu lado mais infantil queria dizer ao banco que o cartão havia sido clonado! Desespero…. SOCORRO!!

Será castigo? Um semana de compras, dólares , dólares e tempo investidos em vão!??  :0
Não podia ser! Não podia acreditar.
Então liga meu marido, que estava em SP. Penso em falar para ele, meio a todo esse nervosismo. Então decido que isso não poderia ser verdade, ASSIM, não será verbalizado tal horror!
Mais minutos passados como se fossem horas de puro desespero, o telefone toca novamente:
“O carro foi guinchado. Estacionei em local proibido.”

Após os 3 acontecimentos só poderia dizer que uma mente stressada pela violêcia cria realidades paralelas vividas como se fossem reais.